Plasticidade dos corpos ou corpos plásticos? Uma escolha que precisamos fazer (coluna no Jornal d’Aqui)

Que o Brasil há anos ocupa as primeiras posições no ranking de países que mais realizam cirurgias plásticas, todo mundo sabe ou adivinha. Que o mundo se preocupa a cada hora mais com aparência e estética, todos nós sentimos na pele – desculpem o trocadilho. Ainda assim, a notícia, há algumas semanas, de que uma … Continue a ler Plasticidade dos corpos ou corpos plásticos? Uma escolha que precisamos fazer (coluna no Jornal d’Aqui)

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Porque não existem pílulas da felicidade, vivamos a vida (coluna no Jornal d’Aqui)

Com este texto e com alegria, inaugurei os escritos nessa mídia que admiro, o Jornal d'Aqui (Granja Viana, Cotia, SP). Uma honra. "Em meu trabalho como psicóloga, com frequência eu me pergunto por que se deveria tentar abolir instantaneamente estados mentais como angústia, tristeza, nervoso, irritação ou preocupação. Embora incômodos, eles não são, em si mesmos, … Continue a ler Porque não existem pílulas da felicidade, vivamos a vida (coluna no Jornal d’Aqui)

Um motivo para nunca se fazer terapia

Há um motivo para nunca se fazer terapia. Conto qual é: autoconhecimento. Explico: nunca se chega ao consultório de um terapeuta ou analista em busca de autoconhecimento puro e simples, de se conhecer melhor. Se você diz que é esse o seu caso, é bem provável que não esteja em terapia. Arrisco dizer que escolheu … Continue a ler Um motivo para nunca se fazer terapia

Papai Noel existe – uma proposta de reflexão para adultos

Minha filha tinha quase sete anos, ou talvez um pouco mais que isso, quando lançou pela primeira vez a pergunta sobre a existência desses seres a quem atribuímos uma presença muitas vezes invisível e uma existência fantástica. Era Páscoa e a pergunta tinha a ver com o coelho que trazia ovos. Eu havia passado uma parte … Continue a ler Papai Noel existe – uma proposta de reflexão para adultos

Casa (capítulo da dissertação de mestrado “A casa de um jovem casal – a constituição dos espaços da casa como campo de símbolos expressivos da construção da conjugalidade”)

CASA, EXPERIÊNCIA ESSENCIALMENTE HUMANA Juntamente com a alimentação e o vestuário, a casa é um dos elementos cotidianos mais antigos da humanidade. Desde tempos imemoriais, precisando se proteger de um ambiente naturalmente hostil o homem buscou abrigos, de modo que pudesse estar em segurança. Precisou, dessa maneira, delimitar espaços e adequá-los às suas necessidades, de … Continue a ler Casa (capítulo da dissertação de mestrado “A casa de um jovem casal – a constituição dos espaços da casa como campo de símbolos expressivos da construção da conjugalidade”)

Histórias que curam (1) – João de Ferro

Era uma vez um rei que tinha um próspero e harmonioso reino. Perto de seu castelo havia uma enorme floresta, onde viviam animais selvagens de todos os tipos. Um dia o rei mandou um caçador à floresta para caçar um veado, mas o homem não voltou. “Alguma coisa errada aconteceu ali”, disse o rei, e no … Continue a ler Histórias que curam (1) – João de Ferro

É possível explicar o trágico às crianças?

Partindo do princípio de que cada família adota uma forma de criação diferente, que tem um estilo próprio na educação das crianças, muita coisa é possível nesse âmbito. Um leque bastante grande de atitudes cabíveis diante do que aconteceu recentemente no mundo (de forma mais evidente para a coletividade do Ocidente europeu e americano e … Continue a ler É possível explicar o trágico às crianças?

Sobre o mistério de perdoar

A sala estava quente e muito iluminada quando Isabel* se sentou pela primeira vez à minha frente. Tinha vindo, aparentemente, com foco numa única questão, que verbalizou logo nos primeiros minutos do nosso encontro: “Preciso perdoar uma pessoa”. A partir dali contou uma história dura e sofrida. Sua aspiração e sua história iam produzindo um … Continue a ler Sobre o mistério de perdoar

“Família, eh! Família, ah! Novos arranjos familiares” – Trabalho apresentado no VII Congresso Latino-Americano de Psicologia Junguiana – Buenos Aires

O que aconteceu com os grupos familiares que eles se modificaram tão radicalmente nas últimas décadas? O que vem acontecendo mostra que a família não dá mais conta de sustentar as novas aspirações do homem/mulher contemporâneos? Ou, ao contrário, que é tão forte que é capaz de atravessar e sobreviver a mudanças sociais e culturais … Continue a ler “Família, eh! Família, ah! Novos arranjos familiares” – Trabalho apresentado no VII Congresso Latino-Americano de Psicologia Junguiana – Buenos Aires

SORÔCO, SUA MÃE, SUA FILHA – GUIMARÃES ROSA (ou da loucura que habita todos nós)

Aquele carro parara na linha de resguardo, desde a véspera, tinha vindo com o expresso do Rio, e estava lá, no desvio de dentro, na esplanada da estação. Não era um vagão comum de passageiros, de primeira, só que mais vistoso, todo novo. A gente reparando, notava as diferenças. Assim repartido em dois, num dos … Continue a ler SORÔCO, SUA MÃE, SUA FILHA – GUIMARÃES ROSA (ou da loucura que habita todos nós)