Iana Ferreira

Para machucado, Maravilha Curativa. Ou: Um pouco sobre mães e filhas

Uma infância marcada pelo frasquinho branco, com um nome e um desenho em linhas pretas de uma mulher segurando uma planta – que eu supunha ser a Maravilha – nas mãos erguidas... Sabe o que é isso? Para mim significou incontáveis, mas incontáveis mesmo (!), momentos em que bradei pedidos desesperados à minha mãe para… Continue reading Para machucado, Maravilha Curativa. Ou: Um pouco sobre mães e filhas

Iana Ferreira

Quando o melhor lugar é mesmo aqui e agora – onde quer que seja!

Fim de tarde, começo de uma noite quente no Rio. Penso em fazer uma caminhada até Botafogo para encontrar amigos. Mal planejo, desaba a maior chuvarada. “Tudo bem”, penso enquanto tomo banho, “posso mudar de ideia quanto à caminhada, mas vou mesmo assim”. Alegria. Sem dúvida, encontrar os amigos vale a pena. O som das… Continue reading Quando o melhor lugar é mesmo aqui e agora – onde quer que seja!

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Papai Noel existe – uma proposta de reflexão para adultos

Minha filha tinha quase sete anos, ou talvez um pouco mais que isso, quando lançou pela primeira vez a pergunta sobre a existência desses seres a quem atribuímos uma presença muitas vezes invisível e uma existência fantástica. Era Páscoa e a pergunta tinha a ver com o coelho que trazia ovos. Eu havia passado uma parte… Continue reading Papai Noel existe – uma proposta de reflexão para adultos

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Casa (capítulo da dissertação de mestrado “A casa de um jovem casal – a constituição dos espaços da casa como campo de símbolos expressivos da construção da conjugalidade”)

CASA, EXPERIÊNCIA ESSENCIALMENTE HUMANA Juntamente com a alimentação e o vestuário, a casa é um dos elementos cotidianos mais antigos da humanidade. Desde tempos imemoriais, precisando se proteger de um ambiente naturalmente hostil o homem buscou abrigos, de modo que pudesse estar em segurança. Precisou, dessa maneira, delimitar espaços e adequá-los às suas necessidades, de… Continue reading Casa (capítulo da dissertação de mestrado “A casa de um jovem casal – a constituição dos espaços da casa como campo de símbolos expressivos da construção da conjugalidade”)

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É possível explicar o trágico às crianças?

Partindo do princípio de que cada família adota uma forma de criação diferente, que tem um estilo próprio na educação das crianças, muita coisa é possível nesse âmbito. Um leque bastante grande de atitudes cabíveis diante do que aconteceu recentemente no mundo (de forma mais evidente para a coletividade do Ocidente europeu e americano e… Continue reading É possível explicar o trágico às crianças?

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Sobre o mistério de perdoar

A sala estava quente e muito iluminada quando Isabel* se sentou pela primeira vez à minha frente. Tinha vindo, aparentemente, com foco numa única questão, que verbalizou logo nos primeiros minutos do nosso encontro: “Preciso perdoar uma pessoa”. A partir dali contou uma história dura e sofrida. Sua aspiração e sua história iam produzindo um… Continue reading Sobre o mistério de perdoar

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DA MESA “OS IMORAIS” DA FLIP 2015

Texto de Reinaldo Moraes para a mesa sobre poesia erótica brasileira Chamei Virgília na chincha, como os pósteros mais acanalhados hão de dizer do século vinte em diante, algo que me é dado naturalmente saber, agora que desfruto da mais folgada e onisciente eternidade. Foi um amplexo de braços e pernas de sucuri famélica. Aproveitei para… Continue reading DA MESA “OS IMORAIS” DA FLIP 2015

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FAMÍLIA EH! FAMÍLIA AH! NOVOS ARRANJOS – TRABALHO APRESENTADO NO VII CONGRESSO LATINOAMERICANO DE PSICOLOGIA JUNGUIANA – BUENOS AIRES

O que aconteceu com os grupos familiares que eles se modificaram tão radicalmente nas últimas décadas? O que vem acontecendo mostra que a família não dá mais conta de sustentar as novas aspirações do homem/mulher contemporâneos? Ou, ao contrário, que é tão forte que é capaz de atravessar e sobreviver a mudanças sociais e culturais… Continue reading FAMÍLIA EH! FAMÍLIA AH! NOVOS ARRANJOS – TRABALHO APRESENTADO NO VII CONGRESSO LATINOAMERICANO DE PSICOLOGIA JUNGUIANA – BUENOS AIRES

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SORÔCO, SUA MÃE, SUA FILHA – GUIMARÃES ROSA (ou da loucura que habita todos nós)

Aquele carro parara na linha de resguardo, desde a véspera, tinha vindo com o expresso do Rio, e estava lá, no desvio de dentro, na esplanada da estação. Não era um vagão comum de passageiros, de primeira, só que mais vistoso, todo novo. A gente reparando, notava as diferenças. Assim repartido em dois, num dos… Continue reading SORÔCO, SUA MÃE, SUA FILHA – GUIMARÃES ROSA (ou da loucura que habita todos nós)